Novo podcast debate a inteligência artificial nas escolas e universidades brasileiras

pessoas conversando em estúdio moderno, iagora podcast

O podcast IA-gora? entra no ar com uma pergunta que interessa diretamente a quem trabalha com avaliação e desempenho escolar: a inteligência artificial vai reduzir ou aumentar a desigualdade entre instituições de ensino? A primeira temporada, batizada de “Alfabetização em tempo real”, reúne cinco episódios sobre o impacto da IA na educação e no mercado de trabalho.

O programa é apresentado por Daniel Machado, CEO do Grupo Rebels, holding que reúne a Imaginie, a Fábrica de Provas e a BRG Educacional, e por Dudu Obregon, mentor de carreira e criador da Rádio Peão.

Avaliação, personalização e o risco de desigualdade

No terceiro episódio, a diretora Carol Mariano, da Casa Fundamental, escola de Belo Horizonte fundada em 2017, relata a decisão de formar todo o corpo docente antes de autorizar qualquer ferramenta de IA em sala de aula. A conversa aborda um ponto sensível para quem lida com avaliação em rede: a personalização do ensino por IA é frequentemente vendida como solução automática, mas sem critérios claros de aplicação pode aprofundar diferenças entre estudantes e entre escolas, em vez de reduzi-las.

Essa discussão conecta-se diretamente com um desafio recorrente na gestão de avaliações em múltiplas instituições, sejam elas redes de ensino, sistemas apostilados ou plataformas de avaliação em larga escala: como usar tecnologia para medir aprendizagem sem perder rigor metodológico nem ampliar disparidades já existentes entre escolas com recursos diferentes.

A visão acadêmica sobre inteligência artificial

O último episódio da temporada traz Luiz Lana, coordenador da pós-graduação em IA e Comunicação na PUC Minas e doutorando em Comunicação na UFOP, que explica de forma acessível como funciona um modelo de linguagem.

Lana defende a tese da subjetividade como critério para entender quais funções a IA ainda não substitui, um argumento relevante para instituições que avaliam competências além do conteúdo memorizado, como pensamento crítico e capacidade de argumentação.

Sinopses dos episódios do IA-gora?

Conheça os assuntos dos episódios da primeira temporada do podcast “IA-gora?”:

  • Episódio 1: Com a jornalista e produtora do podcast Beatriz Kalil Othero à frente da conversa, Daniel Machado e Dudu Obregon fazem um raio-x sem rodeios sobre a educação brasileira e os efeitos da IA no mercado de trabalho
  • Episódio 2: O diretor Thiago Arakilian, da Titanio Studio, mostra como migrou do cinema para a publicidade produzida com apoio de inteligência artificial
  • Episódio 3: À frente da Casa Fundamental, Carol Mariano reflete sobre os limites e cuidados necessários ao ensinar crianças em um mundo já tomado pela IA
  • Episódio 4: Fundadora do Todo Black é Power, Dandara Elias revela como montou o sistema de gestão do próprio negócio sem nunca ter escrito uma linha de código
  • Episódio 5: Pesquisador da PUC Minas, Luiz Lana desmonta o funcionamento de um modelo de linguagem e aponta o único traço humano que a IA ainda não conseguiu replicar

Saiba onde assistir ao IA-gora?

  • Estreia: 6 de agosto de 2026, quinta-feira
  • Frequência: semanal, sempre às quintas-feiras
  • Horário: 20h, horário de Brasília
  • Canal: YouTube, com cortes nas redes sociais e agregadores de podcast
  • Duração média: 54 a 62 minutos por episódio

Os cinco episódios cobrem um diagnóstico do sistema educacional brasileiro, a transição de carreira de um diretor de cinema para a produção com IA, a formação docente antes da adoção tecnológica em sala de aula, o relato de uma empreendedora que construiu um sistema de gestão sem formação técnica e a explicação acadêmica sobre modelos de linguagem.

O programa é realizado em parceria com o jornal O Tempo, com gravações presenciais nos estúdios do veículo em Belo Horizonte. Assista:

Por que isso importa para quem trabalha com avaliação em rede?

A tese de abertura do podcast, defendida por Daniel Machado no primeiro episódio, é que a IA pode representar tanto uma oportunidade quanto o maior fator de desigualdade da história recente da educação. Para instituições que aplicam avaliações em múltiplas escolas e países, essa tensão já aparece na prática: sistemas de correção e análise de desempenho apoiados por IA precisam de critérios pedagógicos sólidos por trás, não apenas de automação.

Quer saber como a Fábrica de Provas apoia redes de ensino na aplicação e análise de avaliações em larga escala, com presença em 18 países da América Latina? Conheça as soluções da plataforma para instituições educacionais!

Foto do post: Canal O Tempo/Reprodução

Autor

  • Beatriz Kalil Othero

    Jornalista formada pela UFMG, se interessa por temas como educação, ciência, tecnologia, e sociedade. Participou de reportagens premiadas pelo Sebrae em 2023, pela CDL/BH em 2021 e 2022, e pela Rede de Rádios Universitárias do Brasil em 2020.

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